Renova-me



 Afasta o que te machuca. Reaproxima o que te faz bem. ANDRÉ;*





(Source: dance-ismydrug)



thegamzatticonspiracy:

Bolshoi, Moscow, April 2011

© Gérard Uféras/ LUZphoto









sdrroll:

Costumava ser cantora. Não dessas de barzinho, muito menos daquelas de sucesso mundial. Cantava para crianças com câncer em um hospital. Não só cantava, declamava poemas e contava histórias também. Era prazeroso ver todos aqueles pequenos seres humanos sorrindo mesmo quando a vida não lhes dava motivo. Ia sempre aos sábados e domingos, feriados e quando me ligavam, dizendo que Bernardo queria me ver.

Bernardo, seis anos de vida. Seis anos de sofrimento. Sua mãe morrera em seu parto. Com poucos meses, estava com câncer. Curou-se daquele, mas anos depois viu-se enfermo novamente. Morava com pai, que por acaso é meu vizinho há 12 longos anos, mas por causa da doença viu-se obrigado a fazer moradia em um hospital. Pele clarinha, olhos azuis, e sem um fio de cabelo sequer em todo o corpo. Me adotou como sua figura materna.

— Fer… Ô Fer, vem me ver? Tá tudo tão triste aqui. Quero sorrir, Fer. — pedia-me constantemente. 

E eu ia. Pegava alguns livrinhos, algumas letras de música e passava horas e horas com ele e mais 40 crianças. Me diziam que eu era o único motivo de felicidade delas, mas ninguém sabia que era ao contrário: elas, só elas eram capazes de me fazer sorrir sinceramente. 

Minha vida não andava tão bem ultimamente. Acabara de sair de um romance de mais de três anos de duração. Anos frustantes. Anos de angústia. Queríamos nos casar, ter filhos. Consegui engravidar depois de dois anos de tentativa, mas sofri um aborto no sexto mês e isso foi o fim da nossa relação.

— Você é doente, Fernanda. Eu falei pra você procurar um médico. Adiantou alguma coisa eu falar? Não. Agora você tá aí. Toda deprimida, sem filho e quase morrendo. E quer saber? Isso é egoísmo. Porque olha como você me deixou! Eu não vou aguentar perder meu filho e você. Mas se você continuar assim, nessa de não querer ir atrás do seu bem-estar, de não ver o que há de errado contigo… Se você me disser que não vai fazer uns exames, será o fim. Será melhor nos separarmos. 

— Eu não tenho nada de errado, Roberto.

— Você que escolheu. Lembre-se: você que escolheu. 

Pouco tempo depois, percebi alguns nódulos no pescoço e nos seios. Continuei ignorando-os. Eles cresceram e eu não pude fugir da minha sentença. 

— Câncer de mama. Câncer na traqueia. — dizia o médico, sem esperança de que eu sobrevivesse. 

Comecei o tratamento e logo estava igual aquelas crianças: pálida, desmotivada e careca. Comecei a perder a voz gradativamente. No começo, a rouquidão era aclamada por todos enquanto eu me esforçava para cantar. Foi preciso pouco tempo para mudarem de opinião… O tratamento não estava sendo eficiente e eu empalidecera absurdamente. Quase dez quilos mais magra, eu podia ver a morte se aproximando.

— Fer… Posso te chamar de mamãe, Fer? — perguntou Bernardo durante um dia que ele veio me visitar, surpreendendo-me. Havíamos nos distanciado um pouco, porque eu não queria que ele me visse naquele estado, ou que sofresse. — O que que você tem, mamãe? — disse logo em seguida, não dando tempo de responder à primeira pergunta, mas fazendo com que eu chorasse.

— Eu tô dodói, meu amor. — agora minha voz quase não aparecia. Sussurrava em vez de falar. 

— Que nem eu?

— Mais ainda. 

— Você vai ficar boa logo logo. — acariciava minha mão — E eu te visitarei todos os dias, igual você fazia comigo. Você não está sozinha. Dá um sorriso pra mim, mamãe? 

Passaram-se mais algumas semanas e eu piorei de vez. Ficava pouco tempo acordada, não tinha ânimo para nada. Até que eu recebi uma notícia que acabou de vez com toda minha vontade de lutar pela vida. Cessaram-se minhas esperanças e alegrias.

— Bernardo faleceu, Fernanda. Ele escreveu um bilhete para você ontem. 

No papel, via-se letras borradas e em maiúsculo. “Eu te amo. Não esquece disso. Sorria muito. Sorria sempre. Eu te amo.” Segurei aquela folha próxima ao meu peito e dei um sorriso. “Sorria muito.” Sorria e apertava cada vez com mais força o bilhete no meu peito. Comecei a perceber que os médicos próximos a mim começaram a ficar apavorados. Enfermeiras entravam correndo. Alguém me dizia que eu estava tendo um ataque.

— Permaneça comigo, Fernanda. Fica com os olhos abertos. Aqui, Fernanda. Aqui. — não reconhecia a voz — Peguem o desfibrilador! Fernanda? Tá me ouvindo? Fernanda? Fernanda! — Diego Lopes (sdrroll)


Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas.

– Caio Fernando Abreu   (via naoexistenadaimpossivel)

(Source: voutelefonardizendo)

Via TUDO É POSSIVEL

(Source: paulinhaalcantara)





um-novomundo:

Talvez eu tenho que apenas esquecer… esquecer o que aconteceu e tudo que tinha para acontecer, e até mesmo, os sentimentos que por ti senti. [s.i.]



#Deussempreestácomigo


Via Amor Ágape


melhortesouro:

Deus se importa tanto que entregou seu ÚNICO filho ( tem noção do quanto isso é difícil ? ) pra que hoje você pudesse viver. Entregue sua vida a Ele.


Via Amor Ágape



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